Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a comunicação é sim um fator estratégico dentro das organizações. Foi-se o tempo em que o jornalista era apenas o responsável por elaborar o jornalzinho da empresa ou o jornal mural. Em geral, a imagem desse profissional ficou defasada e esse cenário só começaria a mudar em meados da segunda metade dos anos noventa no século passado.
Claro que essa mudança não ocorreu por acaso. Alguns fatores fundamentais como a chegada das novas tecnologias, a necessidade dos grandes executivos em lidar com a imprensa e a maior presença de cursos de comunicação em níveis técnicos, de graduação e de especialização, foram decisivos para o crescimento e valorização da comunicação nas empresas. Mas ainda faltava algo para elevá-la do status de “importante” para “imprescindível”. E isso não demorou muito para acontecer.
O jornalista, por exemplo, ganhou espaço, mostrando que não era apenas um divulgador de notícias, um ser não pensante e um trabalhador completamente operacional.
As organizações passaram a entender a real importância da comunicação. Os grandes executivos, donos de empresa, diretores e gerentes, assimilaram de vez que a comunicação deve fazer parte dos grandes eventos, das decisões de negócio, do planejamento e de tudo o que se passa na empresa, ou seja, deve fazer parte da estratégia no presente e no futuro.
Hoje, o comunicador tem um papel tão fundamental dentro de uma empresa quanto o administrador, o engenheiro ou o advogado. Ele pensa estrategicamente a comunicação e o relacionamento entre as pessoas e as áreas, auxilia na melhor decisão para a empresa, desenvolve suas funções básicas que é informar e divulgar, mas não se limita a isso. O comunicador da atualidade conquistou seu espaço por merecimento e é reconhecido pelos líderes e CEOs, que têm cada vez mais confiança em seu trabalho.
Por Eduardo Rebechi – 4 Consulting Solutions





